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Foto contém mãe e filha em frente a uma casa

Economia, saúde e sustentabilidade

Estamos vivenciando uma transformação no mundo em vários aspectos: político, religioso, educacional, na saúde e também na economia. Estes dois últimos temas dividem, no momento, a atenção e a discussão sobre o que fazer na atualidade para que tenhamos um futuro melhor.

Foto contém máscara facial e nota de vinte dólares representando a economia
A saúde e a economia precisam ser levadas em conta em tempos de pandemia

A maioria das pessoas defende o isolamento social para diminuir o ritmo de contágio do coronavírus; há também um grupo considerável de indivíduos que argumenta que o método da maioria é prejudicial à economia e será o responsável por fechamentos de empresas, comércios e, com isso, implicando milhares de desempregados.

Números preocupantes

Decidir entre fazer ou não o isolamento social é um tema complexo e por isso merecem ser levados em consideração vários aspectos muito importantes para tentarmos chegar à conclusão do que é melhor. Portanto, pensar em soluções é uma boa forma de contribuir com este momento delicado.

Foto mostra casas em ruas de Dolores Street, em São Francisco
Dolores Street, em São Francisco: ruas vazias comprovam o isolamento social

A Johns Hopkin University, situada em Baltimore, Maryland, EUA, tem realizado várias análises do total de impacto do novo vírus e as projeções desta pandemia no mundo. Globalmente, conforme os últimos dados – que aumentam exponencialmente – o número de casos superou 2 milhões com mais de 140 mil mortes. A Itália era o país com mais fatalidades, superando 22 mil, porém, enquanto o artigo era escrito, os EUA, acabara de passar o país europeu com mais de 33 mil mortes.

No Brasil, o número de mortes ultrapassa 2.000; a curva de contágio é crescente e preocupa toda população, devido as estruturas hospitalares e a falta de equipamentos de EPI – equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde.

Foto mostra túnel vazio no centro de São Paulo
Centro da cidade de São Paulo: impactos econômicos já estão sendo sentidos

À medida que os dados e as informações da saúde não são auspiciosas, estudos indicam que a Covid-19 poderá levar mais de 500 milhões de pessoas à pobreza, caso ações urgentes não sejam tomadas para ajudar países em desenvolvimento. Esta informação é um alerta da Oxfam, entidade que atua em cerca de 90 países através de campanhas, programas e ajuda humanitária. Como comparação, somente nos EUA, conforme último dado divulgado, mais de 22 milhões de americanos solicitaram o seguro-desemprego, até 28 de março.

Economia contra a pandemia

É com esse resumo de informações negativas que um conjunto de iniciativas seriam bem-vindas para o momento atual. Vários bancos-centrais estão socorrendo os diversos setores da economia, enquanto cientistas estudam medicamentos contra a Covid-19. Somente a ONU (Organização das Nações Unidas) estima mais de 2,5 trilhões de dólares em ajuda aos países.

No entanto, estudos apontam que serão necessários injetar uma quantia vultosa de moedas nas economias a fim de diminuir o crescimento da pobreza.

Principalmente em países em desenvolvimento. Há muito temor que em algumas regiões, como África e Oriente Médio, o retrocesso será equivalente há 30 anos economicamente.

Foto mostra cozinha de casa de tábuas e fogão
Moradias precárias podem contribuir para que o Covid-19 se espalhe

No Brasil, o cenário é ainda mais desolador devido às moradias precárias, à falta de água, de saneamento básico e afins. Existem um pouco mais de 12 milhões de desempregados no país e – pasmem – mais de 40 milhões de pessoas sem carteira assinada. Nem precisa informar que, com o aumento da pobreza, ocorre o crescimento da violência.

Economia auxiliando a saúde

Saúde e economia precisam caminhar juntos, sim. É claro que preferimos vida a finanças, e esta discussão é fácil de obter um consenso. Mas em um momento que fronteiras foram fechadas, governos estão disputando equipamentos de saúde – como se fosse um leilão – além de guerras comercias, conflitos de petróleo e afins, adotar políticas públicas é fundamental para a sustentabilidade entre saúde e economia. Recentemente, o Conselho Monetário nacional vetou o pagamento, nas instituições financeiras, de dividendos acima do mínimo legal, proporcionando que os bancos reservem recursos às pessoas e às empresas.

Foto mostra Nova York, pedestre atravessando rua principal e táxis afetados pela economia
A pandemia atingiu também Nova York, uma das principais cidades dos Estados Unidos

O Itaú, maior banco privado do Brasil, fez uma doação de R$ 1 bilhão, recurso direcionado à área de saúde. Outras instituições financeiras também fizeram doações. No setor público, políticos estão aprovando medidas para injetar trilhões de recursos na economia. Organizações não governamentais, grupos de pessoas, artistas, atletas, clubes e entidades estão fazendo doações, ou compartilhando alimentos, ou contribuindo de alguma forma para salvar vidas.

O capitalismo que predomina no mundo precisa ser alterado. Precisamos nos conscientizar que a divisão justa reduz a desigualdade, melhora a colaboração entre as pessoas, aumenta o amor, cresce a ajuda mútua. Esse conjunto de fatores é o melhor antídoto para superarmos esse vírus. A sustentabilidade entre saúde e economia precisam caminhar juntas a fim de vencermos o vírus.

ESG, economia de olho nas causas ambientais

A filosofia ESG (em inglês Environmental, Social and Governance ou Questões ambientais, Sociais e de Governança), critério que guia investimentos com foco em sustentabilidade, é efervescente no Brasil.

A empresa orientada ao lucro financeiro, preocupada com os retornos aos acionistas, com a valorização das suas ações, na maioria das vezes, deixa de lado a conscientização de investimentos com responsabilidades em sustentabilidade e em benefícios para toda a sociedade.

Foto mostra área de reflorestamento com placa com informações sobre a empresa HURB
Empresas que compensam suas emissões, como o HURB, ampliam a sua
responsabilidade com a sociedade e a sustentabilidade

E são essas empresas que poderão ter dificuldades ou boicotes de seus clientes, pois – de forma mais frequente – investidores estão – sim – preocupados com a emissão de CO2 no processo produtivo ou filtros negativos (pressão internacional por desinvestimento de produtores de combustíveis fósseis)

As empresas que possuem a filosofia ESG canalizam o capital dos investidores interessados não somente no retorno financeiro, tão comum desde que o homem inventou o dinheiro.


Evilázio Magalhães Júnior
CEA, Certificação Especialista em Investimento ANBIMA, MBA em Gestão Empresarial pela FGV


Leia mais sobre o tema: Saúde e o meio ambiente


A Ecooar entende que a sustentabilidade passa pela saúde de todos os seres e que a economia pode transformar e melhorar o mundo em que vivemos.

Fotos: Equipe Ecooar

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