Foto mostra local de abertura da COP28

COP28 UAE e as mudanças climáticas

Evento COP28 busca a conscientização de todos os envolvidos na proteção do planeta

A 28ª Conferência das Partes (COP28) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) teve início em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de enfrentar a crise climática global.

O evento reúne as delegações dos 198 países signatários do tratado, e a expectativa é ampliar o diálogo sobre o aquecimento global e avaliar o cumprimento dos compromissos climáticos, incluindo o Acordo de Paris. Dentre os temas em pauta, a transição energética, a redução de emissões de gases de efeito estufa, o financiamento climático e a preservação das florestas são alguns dos pontos-chave a serem discutidos e negociados durante a conferência.

Abertura do evento teve a presença de diversas autoridades (Foto: Christopher Pike)

A COP28 representa um marco importante para a avaliação do progresso e a definição de novas metas no combate às mudanças climáticas, em um momento crucial para o futuro do planeta.

Um dos principais debates em Dubai envolve a possibilidade de iniciar a preparação para “abandonar” o uso de petróleo, gás e carvão, que representam mais de dois terços das emissões de gases do efeito estufa. Essa discussão provoca tensão entre os negociadores, já que essas indústrias são fundamentais para as economias mundial e têm sido historicamente relutantes em reduzir suas emissões.

A expectativa é ampliar o diálogo sobre o aquecimento global durante a COP28 (Foto: Phil Handforth)

A COP28 é uma oportunidade para os países revisarem seus compromissos climáticos e trabalhar juntos para encontrar soluções que possam ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa e promover um desenvolvimento sustentável. A decisão tomada nessa conferência poderá influenciar o sucesso das futuras negociações e a capacidade das nações de enfrentar os desafios do aquecimento global.

Pacto Global Rede Brasil na COP28

Pacto Global Rede Brasil da ONU, está ativamente presente, participando e promovendo eventos paralelos à programação oficial através de uma agenda exclusiva, paralela à oficial. O objetivo da instituição é dar visibilidade às iniciativas promovidas no Brasil, relevantes para mitigar questões da crise climática e avançar no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

“Não estamos medindo esforços para poder apoiar as empresas na jornada de descarbonização. Uma economia possível e um planeta saudável só existem se todas as partes agirem para encontrar soluções em torno da mesma direção, que é limitar o aquecimento do planeta. E alavancar essa agenda com a intensidade e velocidade necessária é nosso grande objetivo, dando suporte para que ninguém fique para trás”, diz Carlo Pereira, CEO do Pacto Global da ONU, que participa de painéis na Blue Zone, além de liderar a agenda do instituto.

Foto mostra Carlo Pereira, CEO do Pacto Global da ONU
Carlo Pereira, CEO do Pacto Global da ONU, durante entrevista em Nova York

O Pacto Global vai reunir, em um evento exclusivo durante a COP28, um público de mais de 300 participantes, entre altas lideranças nacionais e internacionais dos setores público e privado, representantes de organizações não governamentais, acadêmicos, formadores de opinião e líderes internacionais do Pacto Global, para debater a agenda de descarbonização, transição climática, justiça climática, ‘finanças verdes’ e direitos humanos. 

A COP28 é um momento crucial para o futuro dos direitos humanos, especialmente para as mulheres e outros grupos vulneráveis. Como presidente do Conselho Administrativo do Pacto Global, Rachel Maia ressaltou a representatividade, afirmando que lideranças diversas são fundamentais para impulsionar mudanças significativas. Além disso, enfatizou a necessidade de compartilhar conhecimento entre líderes para criar estratégias colaborativas visando um mundo mais justo e equitativo.

Foto mostra Rachel Maia durante a COP28
Rachel Maia enfatizou a necessidade de compartilhar conhecimento entre líderes

Fundo para os países em desenvolvimento

A COP28, que conta com o presidente do evento, Dr. Sultão Al Jaber, enfrenta grandes desafios na criação de um fundo para os países pobres. O objetivo do fundo é ajudar os países em desenvolvimento a lidar com os impactos da mudança climática e a transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, a criação e financiamento desse fundo têm sido temas de intensas negociações.

Foto mostra Sultão Al Jaber na COP28
Dr. Sultão Al Jaber, empenhado em cumprir as metas das edições anteriores da COP (Fotos: Janaina Storfe)

Os países desenvolvidos têm sido pressionados a cumprir sua promessa de mobilizar US$ 100 bilhões, estabelecido durante a COP15, para ajudar os países em desenvolvimento. Além disso, a questão da responsabilidade histórica das nações ricas na emissão de gases de efeito estufa tem sido um ponto de conflito nas negociações.

Na COP28, várias outras iniciativas foram anunciadas para apoiar a sustentabilidade na Amazônia. O BID lançou o programa de crédito Pró-Amazônia e o programa Amazônia Sempre, totalizando R$ 4,5 bilhões. Além disso, o BID destinará US$ 750 milhões para empreendedores sustentáveis, e o BNDES anunciou R$ 1 bilhão para a restauração florestal, enquanto o Reino Unido doou 80 milhões de libras ao Fundo Amazônia, com mais R$ 215 milhões anunciados

Foto mostra integrantes na reunião em Dubai
Eventos acontecem durante a COP28, buscando formas eficazes de mitigação (Foto: Janaina Storfe)

Outro desafio é a definição de regras claras para a distribuição e utilização dos recursos do fundo, garantindo que sejam direcionados para as áreas mais necessitadas e que haja transparência e prestação de contas. A COP28 deve buscar conciliar interesses diversos e chegar a um acordo que seja justo e eficaz na mitigação dos impactos da mudança climática nos países mais vulneráveis.

Durante a COP28, a ministra Sonia Guajajara, que assumiu a chefia da delegação brasileira, participou de uma reunião inédita entre os negociadores do governo brasileiro, representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e de entidades estaduais indígenas presentes em Dubai.

Foto mostra representantes dos povos originários Celia Xakriab e Sonia Guajajara
Representante dos povos originários Celia Xakriabá e Sonia Guajajara também estiveram presentes no evento (Fotos: Janaina Storfe)

O encontro ampliou o espaço dos povos indígenas nos debates sobre as políticas climáticas globais, permitindo-lhes incidir diretamente junto aos negociadores do Brasil no fórum multilateral. Esteve presente também no evento Célia Xakriabá, a primeira deputada federal indígena eleita por Minas Gerais.

COP28 no combate às mudanças climáticas

Durante a COP28 existem grandes expectativas em relação à tomada de ações concretas no combate às mudanças climáticas. Espera-se que a conferência resulte em políticas específicas e implementação efetiva, em vez de apenas metas e discussões sobre processos.

A participação de um número recorde de cerca de 70 mil delegados de mais de 190 países aumenta a expectativa de que a COP28 leve a avanços significativos no debate climático global. Há também a esperança de que a conferência amplie a inclusão de diferentes atores da sociedade, como corporações, empresas, indústrias e ONGs, no processo de tomada de decisões climáticas.

Evento fomenta as expectativas em relação à tomada de ações concretas no combate às mudanças climáticas (Foto: Kiara Worth)

Neste sentido Janaina Storfe, ESG, Environmental & Sustainability Specialist, da BeFly, o maior ecossistema de negócios focado em turismo do Brasil, comentou sobre os principais desafios da COP28:

“Acredito que a decisão dos países ricos de aportar valores em benefício dos países pobres é uma das principais conquistas da COP28. Essa medida é fundamental para garantir que os países mais vulneráveis tenham acesso aos recursos necessários para combater os efeitos das mudanças climáticas e promover a sustentabilidade ambiental”, disse Janaina.

Foto mostra Janaina Storfe na COP28
Janaina Storfe, ESG, Environmental & Sustainability Specialist, da BeFly na COP28

E completou: “Alguns dos pontos a serem abordados levam em conta a necessidade de estabelecer metas mais ambiciosas de redução de emissões de carbono, a mobilização de recursos financeiros para apoiar a transição visando uma economia de baixo carbono e a promoção de ações concretas por parte dos governos e do setor privado. Nesse contexto, a atuação de especialistas em ESG e Sustentabilidade Ambiental, como eu e outros profissionais, se torna fundamental para contribuir com soluções inovadoras e sustentáveis para enfrentar esses desafios, auxiliando na promoção da igualdade”.

Inclusive a viagem aérea de Janaina Storfe, para a COP28, foi compensada através do plantio de árvores, em área de reflorestamento da Ecooar. Essa ação reflete o compromisso com a sustentabilidade e a neutralização das emissões de carbono da BeFly, contribuindo com a preservação da biodiversidade.

Área de reflorestamento utilizada na neutralização das emissões de carbono da BeFly

A preservação ambiental torna-se imperativa para garantir uma colaboração internacional, promovendo a conscientização, com destaque para a responsabilidade coletiva. Sobre essa situação, Fábio Lecci, CEO da Ecooar comentou:

“Acredito que a COP28 é uma oportunidade crucial para todos entenderem a importância da mitigação dos gases de efeito estufa, através do reflorestamento. As empresas que se comprometerem com essa e outras práticas sustentáveis terão uma vantagem competitiva no mercado, além de contribuir para a construção de um futuro mais sustentável para todos”.

Foto mostra Fabio Lecci, CEO da Ecooar
Compromisso das empresas é fundamental para um futuro mais sustentável, disse Fábio, CEO da Ecooar

A Ecooar é signatária do Pacto Global Rede Brasil, presente na COP28.

A justiça climática e a urgência de ações para evitar grandes impactos socioeconômicos são temas que devem orientar as negociações. A COP28 acontece com a expectativa de que resulte em ações robustas e implementação rápida de planos existentes, levando em consideração a tecnologia para a redução de emissões, os recursos financeiros e a urgência do tempo para evitar maiores impactos socioeconômicos. Ainda temos tempo.


Imagem mostra logo da COP28

Saiba mais:
COP28 – Dubai
De 30 de novembro, até 12 de dezembro de 2023
Link


Pacto Global Rede Brasil
Programação


Foto da Capa: Kiara Worth

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A Ecooar Biodiversidade acredita em um mundo melhor! E por acreditar tanto nisso, nossa equipe atua apaixonadamente para proteger, preservar e recuperar a natureza. Trabalhamos com projetos de reflorestamento que agem na recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APP) na Mata Atlântica e demais biomas. A formação de florestas retém CO2 da atmosfera, o que resulta na captura de Gases de Efeito Estufa (GEE) e regeneração do meio ambiente.

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