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Foto mostra área do Centro Max Feffer

Centro Max Feffer: cultura e sustentabilidade

“Um país se faz com homens e livros”. Se pudéssemos acrescentar a palavra sustentabilidade a conhecida frase de Monteiro Lobato, ela ficaria ainda mais perfeita para representar o conceito do Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade.

Localizado a 200 km de São Paulo, na cidade de Pardinho, o Centro transformou-se rapidamente em referência de espaço cultural, com cursos de formação para as pessoas, recheado de livros, uma arquitetura bem peculiar e acima de tudo ecológica.

E tudo teve início com uma pessoa: Max Feffer.

Foto mostra o Centro Max Feffer de Cultura e Sustentabilidade durante o dia
Centro Max Feffer de Cultura e Sustentabilidade

Quem foi Max Feffer?

Filho de imigrantes ucranianos, Max Feffer nasceu no ano de 1926 e desde cedo estava destinado a deixar sua marca no mercado de celulose, sendo a solidariedade um valor familiar passado de geração para geração.

Formou-se Engenheiro pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e junto de seu pai Leon Feffer (1902-1999) fundou o Grupo Suzano, inovando o setor celulose e papel já nos anos 1950, desenvolvendo  produtos com melhoria das fibras do eucalipto e, dessa forma, revolucionando o mercado.

Foto mostra banner com informações sobre Max Feffer
“A vida que a gente quer, depende do que a gente faz”, Max Feffer

Além de engenheiro, Max também gostava de artes e possuía um talento musical, que fez com que ele fosse nomeado, na década de 1970, Secretário de Estado da Cultura, Ciência e Tecnologia de São Paulo durante o governo de Paulo Egydio Martins. Um dos eventos mais conhecidos foi o Festival de Inverno de Campos do Jordão.

Tento também sempre levado em conta o desenvolvimento sustentável em suas ações, no ano de 1999 criou o instituto Ecofuturo, uma ONG mantida pelo Grupo Suzano. Faleceu no ano de 2001, deixando um legado que mudaria a vida de uma cidade.

O Instituto Jatobás

Betty Vaidergorn Feffer, esposa de Max Feffer, no ano de 2005, criou o Instituto Jatobás, local onde busca-se a evolução da consciência social, individual e ambiental, integrando o indivíduo ao mundo em que vivemos.

Foto mostra logos do Centro Max Feffer de Cultura e Sustentabilidade e do Instituto Jatobás na parede
Entrada do Centro Max Feffer, fundado pelo Instituto Jatobás

Utilizando a arte como elemento cultural, a fim de fomentar a criatividade através de atividades complementares ao ensino escolar, o Instituto Jatobás atua para o fortalecimento do desenvolvimento local da cidade de Pardinho.

Inclusive no ano de 2017 o Instituto Jatobás recebeu o Selo das 100 melhores ONGs do Brasil, concedido pela revista Época, Instituto Doar e Centro de Estudos em Administração Pública e Governo da Fundação Getúlio Vargas, concorrendo com mais de 527 instituições analisadas.

E foi desta forma que a cidade de Pardinho recebeu um dos seus maiores tesouros.

Centro Max Feffer de Cultura e Sustentabilidade

Foi no ano de 2008 que uma revolução aconteceu bem no centro da cidade, mais precisamente em uma praça local, com a construção do Centro Max Feffer de Cultura e Sustentabilidade, criado a partir de uma tecnologia milenar com a utilização de bambus e com as mais modernas técnicas baseadas em edifícios verdes. 

Foto mostra estrutura feita de bambus do Centro Max Feffer de Cultura e Sustentabilidade
Estrutura feita de bambus amplia a conexão com a natureza e com a sustentabilidade

Esse incrível projeto de mais de 800 metros quadrados e que utiliza apenas 15% do espaço do terreno da praça onde o conjunto está instalado, foi idealizado por Leiko Hama Motomura, considerada a pioneira do uso de materiais alternativos na arquitetura brasileira, que promove a sustentabilidade na construção civil desde 1985.


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A cobertura com bambus, em um primeiro momento provenientes do Paraguai, é um produto ecológico e renovável, que ganha destaque na montagem por suas linhas sinuosas e a farta entrada de luz e ar. Hoje os reparos da obra já utilizam a produção própria de bambus, plantados na Fazenda dos Bambus, em Pardinho, sede do Instituto Jatobás. Toda essa estrutura é apoiada também em eucalipto, concreto e alvenaria.

Certificações

O telhado tem em sua composição cerca de 42% de papelão reciclado, pintado de branco para refletir os raios solares e diminuir a sensação térmica e o conhecido  efeito ‘ilha de calor’.

Foto mostra certificações LEED na parede
Certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design),
concedida pelo United States Green Building Council ao Centro

Por ser uma obra que utilizada soluções sustentáveis, utilizando materiais reaproveitados, com o consumo reduzido de água e também de energia elétrica, em 2009, ela foi a primeira construção da América Latina a conquistar a Certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pelo United States Green Building Council.

A construção gera 25% de economia de energia elétrica, pois utiliza 80% de luz natural. Possui iluminação LED e sensores de presença nos banheiros, que também utilizam água de reuso, captada da chuva, além de torneiras de fechamento automático, para evitar o desperdício. Existe inclusive um sistema que armazena o ar quente para aquecer o ambiente quando necessário através do sistema Trombe.

Foto mostra sistema de ar aquecido Trombe do Centro Max Feffer de Cultura e Sustentabilidade
Todas as partes da instalação foram pensadas para serem sustentáveis,
como o sistema de ar aquecido Trombe

O cimento que foi utilizado permite a drenagem da água da chuva para o terreno e o formato da obra possibilita uma melhor circulação do ar nos ambientes. Inclusive 63% do terreno em volta está reflorestado com árvores nativas.

A maioria dos materiais utilizados, como o corrimão e os parapeitos do local, são provenientes de sucatas restauradas e reaproveitadas, bem como as madeiras que são de demolição.

Cultura aplicada

O  local reserva inúmeras surpresas, atuando proativamente em favor da cultura local, que é considerado o berço da música raiz do estado de São Paulo.

O centro comporta projetos voltados a  sustentabilidade, com explanações sobre a cultura caipira, com a realização de aulas gratuitas de viola, violão e lutherie (que é a técnica utilizada na construção da viola), além de balé e cursos de capacitação.


Foto mostra três colaboradoras em frente da Biblioteca do Centro Max Feffer de Cultura e Sustentabilidade
Equipe da biblioteca do Centro Max Feffer: da esquerda para direita Amanda (estagiária) Rosane (bibliotecária) e Eduarda (atendente de Biblioteca).

As oficinas focam o lado cultural, delineando as atividades artísticas e também a sustentabilidade, com a conscientização do meio ambiente e como viver melhor. Ao trabalhar as habilidades de cada um, com o desenvolvimento das atividades de uma forma holística, as pessoas tem a possibilidade de ler e opinar sobre novos livros do acervo da biblioteca, com temas como viola, bambus, hip hop e capoeira, por exemplo“.

Rosane Fagotti Voss
Gestora da Biblioteca Max Feffer

Trabalhar como Auxiliar de Biblioteca no Centro Max Feffer é algo muito bom. Já estou auxiliando nas atividades com crianças e jovens há 2 anos e por estar estudando Educação Artística voltada a Artes Cênicas sinto que estou contribuindo para melhorar um local que pensa no próximo de maneira ativa, levando a sustentabilidade para perto das pessoas, através de oficinas e cursos“.

Eduarda Sousa
Auxiliar da Biblioteca Max Feffer


A Biblioteca é mista, Municipal e Comunitária, e conta com um acervo de mais de 5 mil livros e uma brinquedoteca. Algumas das ações realizadas pela Biblioteca no ano de 2019: contação de histórias, encontro com escritor, exposições artísticas, feira de trocas de livros, mediação de  leitura, mostras de livros temáticos, oficina de escrita criativa e literatura do vestibular, palestras, premiação do “Leitor do mês”, sarau, teatro, tricotando (conversa com os leitores e mediação de leitura), visitas monitoradas e além do Café com Viola, que acontece uma vez por mês.

Foto mostra viola gigante na entrada do Centro
Viola gigante na entrada do Centro Max Feffer de Cultura e Sustentabilidade é uma
homenagem a Pardinho, considerada o berço da música raiz do estado de São Paulo

Outros locais do Centro Max Feffer são salas de leitura, inclusão digital, área multiuso, sala para reuniões, escritório, depósito de lixo reciclável e espaços de apoio para eventos, além do palco e da área externa que são utilizados por toda a população da cidade e da região.

Desta forma o Centro Max Feffer de Cultura e Sustentabilidade, consegue deixar sua marca na vida de quem conhece o espaço e o utiliza para aprender e conhecer mais sobre a cultura de nosso país.

Foto noturna mostra palco do Centro
Palco é utilizado para inúmeros eventos e apresentações artísticas e culturais

Saiba mais
Centro Max Feffer de Cultura e Sustentabilidade
Endereço: R. Nicanor Teodoro Rosa, Pardinho – SP
Telefone: (14) 3886-1104


A Ecooar apoia e incentiva ações de sustentabilidade, tendo como objetivo a restauração ecológica de Áreas de Proteção Permanente (APP) da Mata Atlântica e demais biomas, onde cada árvore plantada retém CO² durante o seu crescimento, auxiliando na captura dos Gases de Efeito Estufa (GEE) e na regeneração do meio ambiente.

Através de uma plataforma inovadora você pode plantar árvores, compartilhar essa ação com colaboradores e até presentear seus amigos. Conheça também como a Ecooar pode compensar as emissões de CO² da sua empresa, seu negócio, seu website ou seu evento através do Selo Verde.


Texto: Alexandro Carvalho – Diretor de Marketing da Ecooar

Fotos: Fabio Lecci Merigue – Ambientalista e Diretor de Expansão da Ecooar

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A Ecooar Biodiversidade acredita em um mundo melhor! E por acreditar tanto nisso, nossa equipe atua apaixonadamente para proteger, preservar e recuperar a natureza. Trabalhamos com projetos de reflorestamento que agem na recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APP) na Mata Atlântica e demais biomas. A formação de florestas retém CO2 da atmosfera, o que resulta na captura de Gases de Efeito Estufa (GEE) e regeneração do meio ambiente.

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