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Foto mostra árvores dentro da Mata Atlântica

Árvore nativa: conheça algumas espécies da Mata Atlântica

No artigo “Plantio de árvores nativas da Mata Atlântica como alimento da fauna associada” Teresa Sigaud comenta sobre a diversidade de algumas espécies vegetais nativas das matas brasileiras, árvore a árvore

A flora arbórea do Brasil é a mais diversificada do mundo. No entanto, a exploração de nossos recursos florestais vem ocorrendo num ritmo muito acelerado, de forma que espécies vegetais de grande valor estão em vias de extinção, assim como representantes de toda a fauna associada a estas espécies.

A diversidade de espécies vegetais nativas em nossas matas contribui como abrigo a toda fauna. Além disso, a fauna beneficia-se dos frutos que são regularmente distribuídos ao longo de todo o ano, como suprimento alimentar e em contrapartida, desempenha papel preponderante, como agente polinizador ou disseminador de sementes que contribuem para a propagação das espécies vegetais.

Visando contribuir ao conhecimento das árvores, cujos frutos podem ser usados como alimento da fauna, elaborou-se uma lista de espécies com base nos dois volumes de Árvores Brasileiras de Lorenzi, H. 2002. Neste artigo, mencionaremos apenas as espécies da Mata Atlântica do primeiro volume de árvores brasileiras (Lorenzi, H. op.cit).

Entre as espécies muito procuradas pela avifauna, encontra-se a aroeira-mansa (Schinus terebinthifolia), que ocorre em várias formações vegetais, de Pernambuco até o Rio Grande do Sul, incluindo Mato Grosso do Sul. Suas flores são melíferas, atraindo as abelhas, importantes polinizadores. Seus frutos, vermelhos quando maduros, são consumidos por pássaros que contribuem para a disseminação da espécie. Esta árvore floresce de setembro a janeiro e frutifica principalmente, de janeiro a julho.

Foto mostra árvore com pequenos frutos vermelhos e marimbondos amarelos em sua casa
A aroeira-mansa (conhecida também como aroeira-pimenteira) produz sementes apreciadas pela fauna e também fornece abrigo para marimbondos e outros insetos

Os frutos do araticum-do-mato (Rollinia sylvatica), árvore presente em diversas formações vegetais, de Pernambuco até o Rio Grande do Sul e também, em Goiás e Mato Grosso do Sul, são muito procurados pela avifauna. Sua floração ocorre nos meses de setembro e outubro e a frutificação, no período de janeiro a abril.

A pindaíba-vermelha (Xylopia sericea), produtora de frutos consumidos por pássaros, é ótima para o plantio em áreas degradadas de altitude nas regiões do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e São Paulo.

Os frutos da árvore conhecida como leiteiro ou leiteira (Peschiera fuchsiaefolia), presente nas regiões do Rio de Janeiro, São Paulo e norte do Paraná (floresta latifoliada semidecídua) são muito procurados pelos pássaros que consomem o arilo vermelho que envolve as sementes. Esta árvore floresce durante os meses de outubro e novembro e frutifica em maio-junho.

A casca d’anta (Rauvolfia sellowii) produz frutos suculentos, de janeiro a março, apreciados por pássaros. É característica de regiões úmidas de altitude acima de 400 m, de São Paulo e Minas Gerais. No entanto, seus ramos quebram-se facilmente por ação de ventos.

A árvore conhecida como mate (Ilea paraguariensis), que ocorre no Mato Grosso do Sul e também de São Paulo ao Rio Grande do Sul, característica das matas de pinhais, de altitudes entre 400 e 800 m, frutifica no período de janeiro a março, apresentando frutos consumidos por várias espécies de pássaros.

A árvore designada como maria-mole (Dendropanax cuneatus) produz frutos consumidos por pássaros e flores melíferas, ocorrendo tanto na região amazônica, como na floresta pluvial do Mato Grosso do Sul e da região sudeste.

Em diversas formações florestais, da região amazônica até o Rio Grande do Sul, ocorre o morototó ou mandioqueiro (Didymopanax morototonii), cujos frutos são apreciados pela fauna em geral.

A dispersão das sementes do carobão (Sciadodendron excelsum) é realizada por pássaros que se alimentam avidamente de seus frutos suculentos. Esta espécie está presente nas florestas latifoliadas do Norte do Brasil, do Mato Grosso, de Goiás e da região sudeste, apresentando, porém, uma frequência rara.

Gralha azul e a árvore Araucária

O paraná-pine (Araucaria angustifolia), presente de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, em altitudes superiores a 500-900 m, produz frutos consumidos por várias espécies da fauna. A gralha-azul, uma ave que esconde os frutos no solo para depois consumi-los, realiza seu plantio involuntariamente.

A árvore conhecida como urucum (Bixa orellana), destaca-se por apresentar sementes tintoriais e condimentares, sendo muito utilizada pelos índios da Amazônia para tingir a pele, como repelente de insetos e para rituais religiosos. Esta árvore está presente na região amazônica até a Bahia e também, na floresta pluvial, ao longo de rios. Seus frutos são consumidos pelo homem e por outros animais, que contribuem para sua disseminação.

Foto mostra frutos espinhosos da árvore de Urucum
Urucum: suas sementes de cor avermelhada, são utilizadas pelos índios da
Amazônia em rituais e em pinturas corporais

Uma espécie chamada de claraíba (Cordia ecalyculata) ocorre do nordeste ao sul, em baixíssima frequência nas áreas florestais. Frutifica no período de janeiro a março, alimentando algumas espécies da fauna.  Uma outra espécie do gênero Cordia, Cordia sellowiana, popularmente designada de juruté, mais frequente em São Paulo e Minas Gerais do que no resto do país, produz frutos também apreciados pela fauna. A espécie Cordia superba, popularmente babosa-branca, cuja ocorrência se observa do Rio de Janeiro a São Paulo, apresenta uma bela floração, de tonalidade branca, durante os meses de outubro a fevereiro. Sua frutificação, nos meses de setembro a novembro, atrai alguns tipos de pássaros.

Os frutos da almecegueira (Protium heptaphyllum) são consumidos por pássaros atraídos pelo arilo adocicado que envolve as sementes. Esta árvore ocorre em todo o Brasil, principalmente nas matas ciliares úmidas.

Jaracatia spinosa, popularmente chamada de jaracatiá, está presente em diversas formações florestais, desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Seus frutos são consumidos por pássaros e macacos. Na alimentação humana, seu lenho foi no passado muito usado para a confecção de doces caseiros.

A embaúva (Cecropia pachystachya) e a embaúva-prateada (Cecropia hololeuca) apresentam frutos consumidos pela fauna, incluindo espécies de pássaros que, ao mordê-los, contribuem para sua propagação. O bicho-preguiça alimenta-se das folhas da embaúva. Em seu tronco oco, vivem formigas.

A foto mostra árvore de embaúva em área de reflorestamento
A embaúva apresenta frutos muito apreciados pela fauna; esta foi preservada e
está sendo importante neste início de reflorestamento da Ecooar

Do Sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, na Mata pluvial Atlântica, ocorre a mucucurana (Hirtella hebeciada), cujos frutos são muito apreciados pelos pássaros.

A árvore conhecida como oiti (Licania tomentosa), ocorre de Pernambuco ao Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, na floresta pluvial atlântica. Seus frutos são importantes alimentos da fauna em geral.

Em áreas de altitude dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o camboatã-da-serra (Connarus regnellii), cujas sementes dos frutos são envolvidas por um arilo mucilaginoso, constitui um importante alimento para os pássaros.

De Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, em florestas de altitude, ocorre o guaperê (Lamanonia ternata), cujas flores são melíferas, atraindo abelhas polinizadoras.

Na floresta pluvial atlântica, da Bahia até o Rio Grande do Sul, os frutos da árvore conhecida como tanheiro ou tapi (Alchornea triplinervia) atraem pássaros que consomem o arilo vermelho que envolve as sementes.

O capixingui (Croton floribundus) ocorre desde o Rio de Janeiro até o Paraná na Mata Atlântica, produzindo flores melíferas durante os meses de outubro a dezembro. Uma outra espécie do mesmo gênero, chamada de urucurana (Croton urucurana), de distribuição geográfica mais ampla, desde a Bahia até o Rio Grande do Sul, incluindo também o Mato Grosso do Sul, frequente nas matas ciliares, é também melífera.

Árvore andá-assu: óleo medicinal

Presente na floresta da encosta atlântica, a árvore conhecida como andá-assu (Joannesia princeps) desempenha um papel importante na alimentação da fauna, com frutos grandes e pesados. As sementes produzem óleo, que pode ser usado para fins medicinais e industriais, em substituição ao óleo de linhaça.

Uma árvore comum à Mata Atlântica e ao Cerrado, conhecida como tabocuva ou sapateiro (Pera glabrata), ocorrendo de Minas Gerais até Santa Catarina produz frutos de outubro a janeiro, apreciados por pássaros.

Uma planta espinhenta, conhecida como branquilho (Sebastiania commersoniana), ocorre em florestas aluviais ao longo de rios e regatos, principalmente nas regiões de altitude, de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul e atrai abelhas.

Do sul da Bahia até São Paulo, nas matas da encosta atlântica, predominantemente nas planícies aluviais, a árvore conhecida como sapucainha (Carpotroche brasiliensis) produz frutos comestíveis e muito apreciados por animais silvestres, principalmente roedores. Sua frequência é, no entanto, muito baixa.

A guaçatunga (Casearia sylvestris), presente em quase todas as formações florestais do Brasil e particularmente frequente no sul do país, produz frutos de setembro a novembro, muito procurados por pássaros.

A árvore conhecida como guanandi (Calophyllum brasiliensis) produz frutos consumidos por várias espécies da fauna e ocorre desde a região amazônica até o norte de Santa Catarina, principalmente na floresta pluvial atlântica.

Foto mostra muda da árvore guanandi, com gotas de água em suas folhas
O guanandi produz frutos que servem a várias espécies da fauna

A árvore chamada de bacupari (Rheedia gardneriana) produz frutos comestíveis e muito saborosos, sendo por isso, muito cultivada em pomares domésticos. É indicada para reflorestamento por suprir, de forma farta, alimento para a fauna. Ocorre desde a região amazônica até o Rio Grande do Sul, na floresta pluvial, característica de beira de rios e córregos.

Em terrenos brejosos e alagadiços da mata pluvial atlântica encontra-se também a árvore designada anani (Symphonia globulifera).  Ocorre desde a região amazônica até o Rio de Janeiro, produzindo frutos consumidos pela fauna.

De Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, na encosta atlântica e nas matas de pinhais, encontra-se a canela-fogo (Cryptocarya aschersoniana), cujos frutos são consumidos por várias espécies de animais.

Em Mato Grosso do Sul e Goiás e de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, principalmente nas matas de pinhais de altitude dos três estados sulinos, ocorre a canela-amarela (Nectandra lanceolata), com frutos avidamente consumidos por pássaros. Uma outra espécie correlata, a Nectandra megapotamica, popularmente conhecida como canelinha, aparece em quase todas as formações florestais, de São Paulo até o Rio Grande do Sul e é também muito procurada como alimento de pássaros. A Nectandra rigida, conhecida como canela-ferrugem, apresenta frutos consumidos por pássaros e está presente desde a região amazônica até o Rio Grande do Sul, com exceção dos estados nordestinos, na floresta ombrófila (tropical) pluvial.

Uma árvore muito indicada para plantios em áreas de preservação é a maçaranduba (Persea pyrifolia), que se encontra presente em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, principalmente nas matas de altitude. Os frutos maduros surgem de janeiro a março e servem de alimento para várias espécies de pássaros.

O jequitibá (Cariniana estrellensis), presente em formações florestais de diversas regiões do Brasil (da Bahia ao Rio Grande do Sul, Brasil Central e Acre), produz sementes consumidas por macacos. Seus frutos amadurecem de julho a setembro, com a árvore totalmente despida de sua folhagem.

Conhecida como imbirema (Couratari asterotricha), esta árvore ocorre do Sul da Bahia até Minas Gerais e produz sementes apreciadas por macacos e roedores, nos meses de julho a setembro.

As castanhas da inuíba-vermelha (Lecythis lurida), árvore também característica da região amazônica e presente do sul da Bahia até Minas Gerais, na floresta pluvial, são consumidas por roedores. Uma outra espécie do mesmo gênero (Lecythis pisonis), presente do Ceará até o Rio de Janeiro, conhecida popularmente como sapucaia, produz castanhas cosmetíveis e muito saborosas, nutrindo a fauna em geral.

A copaíba (Copaifera langsdorffii), além de fornecer o bálsamo ou óleo transparente e terapêutico, produz grande quantidade de sementes no período de agosto e setembro, amplamente disseminadas por pássaros. Esta árvore se encontra nas matas de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.    

Frutos apreciados por morcegos

A árvore, de nome popular alecrim (Holocalyx balansae), produz frutos apreciados por morcegos, muito embora seus ramos e folhas sejam tóxicos. Ocorre de São Paulo ao Rio Grande do Sul.

Anadenanthera colubrina (angico-branco) produz flores melíferas de novembro a janeiro; ocorre em altitudes superiores a 400 m, do Maranhão até o Paraná, incluindo o estado de Goiás.

A árvore conhecida como ingá-do-brejo (Inga vera) ocorre exclusivamente na beira de rios, desde São Paulo até o Rio Grande do Sul, produzindo frutos comestíveis e muito apreciados por animais.

A bracaatinga (Mimosa scabrella), característica da floresta de pinhais, nas regiões serranas de São Paulo ao Rio Grande do Sul, produz flores melíferas.

Foto mostra árvores nativas em uma área de reflorestamento
Em primeiro plano o angico-vermelho, tendo ao seu lado direito a
sangra angra d’água, em uma reflorestamento com outras árvores nativas

Designada como angico-vermelho (Parapiptadenia rígida), esta árvore está presente em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e nos três estados sulinos principalmente; floresce nos meses de novembro a janeiro, atraindo abelhas.

Ocorrendo principalmente na floresta pluvial da encosta atlântica, de Minas Gerais até Santa Catarina, incluindo o Estado de Mato Grosso do Sul, o pau-jacaré (Piptadenia gonoacantha) apresenta flores melíferas, de outubro a janeiro. Espécies do gênero Andira (A. anthelmia– angelim amargoso e A. fraxinifolia– angelim doce), de ampla distribuição geográfica, produzem frutos consumidos por morcegos e outras espécies da fauna.

O cumaru (Dipteryx alata), de madeira altamente resistente ao apodrecimento e muito empregada para construção naval e civil, característica de terrenos secos do Cerrado e da Mata Atlântica (Estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo), produz frutos apreciados pelo gado e por animais silvestres,

Três espécies do gênero Erythrina (E. falcata – corticeira-da-serra, E. mulungu-mulungu-coral e E. verna-suinã) apresentam flores muito visitadas por periquitos, papagaios, beija-flores e outras aves, que se alimentam do seu néctar.

Foto mostra  árvore Erythrina mulungu
Mulungu, uma das espécies do gênero Erythrina

O guaximbé (Machaerium nyctitans), que ocorre do sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, produz flores perfumadas e melíferas, durante os meses de fevereiro a maio. Está presente tanto nas encostas secas como nas baixadas úmidas.

A cabreúva-parda (Myrocarpus frondosus), dispersa nas principais formações florestais, exceto o cerrado, apresenta flores melíferas; uma incisão em seu tronco libera um bálsamo usado na medicina popular.

A árvore conhecida como pacová-de-macaco (Swartzia langsdorffii), ocorrendo na floresta atlântica de Minas Gerais até São Paulo, principalmente na serra do mar, produz frutos consumidos pela fauna.

Na encosta atlântica, a floresta pluvial da região da Bahia até Santa Catarina, abriga a árvore chamada de jacatirão (Miconia cinnamomifolia), cujos frutos são avidamente procurados pela avifauna.

A árvore conhecida como canjarana ou canjerana (Cabralea canjerana), comum em Minas Gerais e também de Mato Grosso do Sul até o Rio Grande do Sul, na mata pluvial da encosta atlântica e na floresta semidecídua de altitude, apresenta frutos consumidos por pássaros.

Os frutos da árvore conhecida como catiguá-vermelho (Trichilia claussenii), característica de ambiente sombreado das florestas de Minas Gerais e do Mato Grosso do Sul ao Rio Grande do Sul, são usados por pássaros, como alimento. O mesmo ocorre com a Trichilia hirta, chamada popularmente de carrapeta ou catiguá, presente na bacia do Paraná e nas florestas de altitude de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A figueira-branca (Ficus guaranítica) e a figueira-do-brejo (Ficus insipida) apresentam frutos consumidos por morcegos e outros animais. Ocorrem em Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul (figueira-branca) ou Santa Catarina (figueira-do-brejo), na floresta atlântica.

Foto mostra árvore figueira-branca adulta com uma estrada de terra passando ao seu lado
Árvore figueira-branca apresenta frutos apreciados por morcegos e outros animais

A árvore chamada de taiúva (Maclura tinctoria) ocorre em todas as formações florestais do Brasil, excetuando-se a mata dos pinhais e fornece ótima sombra. Seus frutos são apreciados por pássaros. Todas as partes da planta exudam um látex amarelo por ferimento.

Uma árvore que não deve faltar em reflorestamentos é a bocuva (Viola oleífera), que ocorre do Sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, na mata pluvial atlântica. Aves e outros animais silvestres procuram-na avidamente para se alimentarem de seus frutos. Na floresta semidecídua de altitude, do Pará até São Paulo, encontra-se uma outra espécie do mesmo gênero, designada Virola sebifera (ucuúba-vermelha), de forma piramidal e coloração ferrugínea, cujos frutos são consumidos por pássaros.

A capororoca (Rapanea ferrugínea), comum em todas as formações vegetais do país e particularmente, na floresta pluvial da encosta atlântica, produz frutos em outubro-dezembro, consumidos por várias espécies de pássaros. Esta espécie prefere encostas e beira de córregos, ocorrendo até altitudes acima de 2000 m. Uma outra espécie correlata (Rapanea gardneriana) também apresenta frutos procurados por pássaros e sua distribuição é observada no Pará, Maranhão e Piauí até Minas Gerais e São Paulo, na floresta semidecídua e no cerrado.

Árvore goiaba-serrana: copa verde-azulada

A goiaba-serrana (Acca sellowiana), presente nas formações abertas de altitude (campos e matas de pinhais), do Paraná até o Rio Grande do Sul, apresenta frutos comestíveis, muito apreciados pelas populações do sul e por várias espécies de animais. A elegância de sua copa verde-azulada juntamente com a beleza de suas flores, produzidas de setembro a novembro, tornam-na particularmente apropriada para plantios em áreas degradadas.

Campomanesia guazumifolia, chamada de sete-capotes, é cultivada em pomares domésticos. Produz frutos muito saborosos, de março a maio, com alto teor vitamínico, consumidos in natura e sob a forma de doces caseiros; estes são também muito apreciados por várias espécies de pássaros. Esta árvore está presente em quase todas as formações vegetais, de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul e também, em Mato Grosso do Sul. O cambuci (Campomanesia phaea) ocorre em São Paulo e Minas Gerais, com frutos amadurecendo de janeiro a fevereiro, apresentando as mesmas características da espécie logo acima descrita.

A grumixama (Eugenia brasiliensis), presente na mata pluvial atlântica do sul da Bahia até Santa Catarina, também produz frutos comestíveis ao natural, amarelos ou pretos, de novembro a dezembro, muito procurados por pássaros. Seu plantio deve ser estimulado, uma vez que sua regeneração natural é muito rara. E. involucrata, conhecida como cerejeira, está presente de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, principalmente na floresta semidecídua de altitude, porém em baixíssima frequencia. Os frutos comestíveis, produzidos de outubro a dezembro nas áreas florestais, são avidamente consumidos por pássaros. Nos pomares domésticos, são também usados na confecção de doces, geleias e licores. E. leitonii, chamada de araçá-piranga, ocorre do Sul da Bahia até o Paraná, tanto na floresta pluvial como na planície atlântica; seus frutos são comestíveis e muito consumidos pela fauna em geral. A uvaia (E. pyriformis) apresenta frutos comestíveis; é largamente cultivada em pomares domésticos; seus frutos são alimentos de pássaros. Esta árvore é encontrada de São Paulo ao Rio Grande do Sul, na floresta semidecídua do planalto e da bacia do Rio Paraná. A pitanga (E. uniflora), encontrada de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, na floresta semidecídua do planalto e da bacia do Rio Paraná, é também muito cultivada em pomares domésticos para consumo humano. Seus frutos alimentam a avifauna.

O pêssego-do-mato (Hexachlamys edulis), ocorre de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, no Mato Grosso do Sul e Goiás. Esta árvore é característica de formações abertas e secundárias da floresta semidecídua da bacia do Paraná, do cerrado e da floresta pluvial da restinga, sendo observada principalmente em campos arenosos secos. Seus frutos são comestíveis e apreciados por várias espécies de pássaros.

Na floresta semidecídua de altitude e nas matas de pinhais, em terrenos muito úmidos ou brejosos, é encontrado o cambuí (Myrcia selloi), de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul; seus frutos são comestíveis e muito consumidos por pássaros.

Nas florestas semidecíduas de altitude de São Paulo até o Rio Grande do Sul e nas bacias do Rio Uruguai e Paraná ocorre o guabiju (Myrcianthes pungens), cujos frutos amadurecem em janeiro e fevereiro, são comestíveis e muito procurados por pássaros.

A jabuticabeira (Myrciaria cauliflora) presente em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, de São Paulo até o Rio Grande do Sul, em planícies aluviais e matas abertas do litoral e também, em submatas do planalto, produz grande quantidade de frutos duas ou mais vezes por ano, muito procurados pelas aves e por outros animais; é uma das frutíferas mais cultivadas em pomares domésticos de todo o país.   

Foto mostra abelha em meio a flores da jaboticabeira
Jabuticabeira: época da florada atrai abelhas

Na floresta pluvial atlântica, dos estados do Rio de Janeiro até Santa Catarina, encontra-se o cambucá (Plinia edulis), uma espécie de frutos comestíveis, avidamente consumidos por pássaros.

A china-guava ou araçá (Psidium cattleianum) é uma árvore também muito cultivada em pomares domésticos, ocorrendo naturalmente da Bahia até o Rio Grande do Sul, na mata pluvial atlântica e em matas de altitude, principalmente em áreas úmidas. Os frutos são produzidos de setembro a março, muito consumidos por pássaros.

A goiabeira ou guava (Psidium guajava) é indispensável em plantios de áreas degradadas ou de preservação. Ocorre de forma quase espontânea em todo o país, sendo observada na floresta pluvial atlântica, do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul. Os frutos, predominantes de dezembro a março, são comestíveis e consumidos pela avifauna.

Os frutos da farinha-seca (Duratea castanaefolia) são consumidos por várias espécies de pássaros. A árvore é de rápido crescimento e adaptada a terrenos secos, ocorrendo na Bahia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo, na floresta latifoliada e sua transição para o cerrado.

A palmeira Acrocomia aculeata, conhecida como macaúba, está presente na floresta latifoliada semidecídua, do Estado do Pará até São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. O fruto é a parte mais importante da planta, pois sua polpa é consumida in natura pela fauna nativa ou usada para extração de gordura comestível; a amêndoa fornece um óleo claro, com qualidades similares aos da oliveira. Uma outra palmeira, Attalea dubia (indaiá), encontrada na floresta pluvial da encosta e planície atlântica dos Estados do Rio de Janeiro até Santa Catarina apresenta frutos e amêndoas comestíveis que, no passado, eram vendidos no mercado do Rio de Janeiro e que alimentam várias espécies de animais.

Coqueiro é muito cultivado

O coqueiro (Cocos nucifera), cuja verdadeira origem é discutível, parece ser nativo da costa atlântica do Brasil, desde o Pará até São Paulo, principalmente do Rio Grande do Norte até a Bahia. Seus frutos são consumidos de várias formas em todo o país e no mundo, sendo a água proveniente do coco verde e a amêndoa, do coco maduro, esta última industrializada para obtenção de gordura, manteiga e coco ralado; coco é muito cultivado em todo o país, mas necessita de ambientes mais salinos para se desenvolver melhor. É consumido também pela avifauna.

Foto mostra foto de viveiro com várias mudas de árvores
Várias espécies de palmeiras são utilizas para o reflorestamento de áreas

O palmito-juçara (Euterpe edulis) apresenta frutos amplamente disseminados por pássaros; ocorre do sul da Bahia até o Rio Grande do Sul na floresta da encosta atlântica e em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, na mata ciliar. O principal produto desta planta é a cabeça do estipe, popularmente conhecida como palmito, alimento requintado e saboroso, consumido pela população humana tanto no Brasil, como no exterior.

Característica da mata pluvial atlântica da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais (Vale do Rio Doce), a palmeira conhecida como buri ou palmito-amargoso (Polyandrococos caudescens) produz frutos consumidos por várias espécies da fauna. É uma palmeira rústica, adaptada a terrenos pobres, indicada para plantios em áreas degradadas de preservação.

Na floresta latifoliada semidecídua do sul do Pará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo, o bacuri (Scheelea phalerata) apresenta palmito, polpa e amêndoa comestíveis. É de grande importância como alimento da fauna silvestre. Além disso, devido à grande quantidade de água armazenada em suas axilas, desenvolvem-se inúmeras plantas epífitas em sua copa, incluindo as figueiras, o que a torna interessante para o reflorestamento. Uma outra palmeira importante é o licuri (Syagrus coronata), que ocorre de Pernambuco à Bahia, na mata pluvial atlântica. Das folhas, é extraída a cera de licuri e das amêndoas (comestíveis), o óleo comestível. As sementes são disseminadas por algumas espécies de animais silvestres e o licuri é alimento da avifauna. Na floresta semidecídua da região nordeste até Minas Gerais, incluindo Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo, é observada a palmeira guariroba (Syagrus oleracea), de forma descontínua. Suas flores são melíferas e os frutos, muito apreciados pelo gado e porcos; sua amêndoa é comestível e fornece óleo. Os frutos do jerivá (Syagrus romanzoffiana), palmeira comum em quase todas as formações vegetais, do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul até o Rio Grande do Sul, são muito procurados por várias espécies de animais.

O cebolão (Phytolacca dioica), árvore da mata pluvial atlântica (do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul até o Rio Grande do Sul) e da floresta latifoliada semidecídua das bacias do Paraná e Uruguai, produz frutos muito apreciados por pássaros e até por pessoas da zona rural. O pinheiro-bravo (Podocarpus lambertii), cuja presença é comum na floresta semidecídua de altitude e na mata dos pinhais, da região de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, apresenta frutos que são apreciados por várias espécies de pássaros.

Foto mostra ave bem-te-vi em uma ramo de árvore
Com o seu canto inconfundível, o bem-te-vi se alimenta de insetos,
frutas e parasitas diariamente
, buscando abrigo em árvores nativas

A árvore conhecida como tarumai (Rhamnidium elaeocarpus) é também produtora de frutos apreciados por pássaros. Sua presença é assinalada de Pernambuco ao Rio Grande do Sul na floresta pluvial atlântica e em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, na floresta semidecídua da bacia do Paraná. É rara em toda a sua área de distribuição, sendo recomendada para reflorestamentos mistos em áreas degradadas.

O pessegueiro-bravo (Prunus sellowii) produz flores brancas, pequenas e perfumadas e frutos de cor preta, com polpa adocicada e comestível. Seus frutos são avidamente consumidos por pássaros. Sua distribuição abrange os estados do Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, incluindo o Mato Grosso do Sul, na mata pluvial atlântica e nas florestas semidecíduas.

Em várzeas úmidas ou encharcadas de diversas formações florestais de todo o país, encontra-se o jenipapeiro (Genipa americana), com frutos comestíveis e muito apreciados pela fauna.

A carrapateira (Metrodorea nigra), apresenta sementes muito apreciadas por pássaros. Ocorre da Bahia ao Paraná, no interior da mata primária densa, em várzeas, fundo de vales e nas encostas úmidas, em baixa densidade populacional. Uma outra espécie do gênero Metrodorea, a M. stipularis, conhecida como chupa-ferro, apresenta também uma baixíssima densidade populacional. Sua presença é assinalada em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e norte do Paraná. Produz sementes apreciadas por pássaros.

Na mata pluvial da encosta atlântica e na floresta semidecídua de altitude de todo o país, encontra-se a árvore designada popularmente de tembetari (Zanthoxylum rhoifolium), cujas flores são melíferas. Esta espécie adapta-se a terrenos íngremes, de rápida drenagem. Uma outra espécie filogeneticamente próxima, a Zanthoxylum rugosum, popularmente chamada de mamiqueira-fedorenta, devido ao forte odor desprendido por todas as partes da planta, produz anualmente sementes viáveis em grande quantidade, disseminadas por pássaros. Sua ocorr6encia é registrada de Minas Gerais ao Paraná, na floresta latifoliada semidecídua, preferencialmente em solos férteis de meia encosta.

Os frutos da espécie arbórea Allophylus edulis, designada chal-chal, são apreciados por pássaros e suas flores, melíferas. Ocorre tanto na região amazônica até o Ceará, como em Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul, principalmente na floresta pluvial e semidecídua, em solos úmidos. O camboatá ou camboatã-vermelho (Cupania vernalis) se distribui de São Paulo até o Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, em quase todas as formações florestais. Produz flores melíferas e frutos procurados por pássaros.

A maria-pobre ou farinha-seca (Dilodendron bipinnatum) produz frutos muito apreciados por pássaros; é característica de solos úmidos das florestas semidecíduas de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.

O camboatá (Matayba elaeagnoides), muito frequente em solos úmidos das matas de pinhais e de florestas semidecíduas de altitude dos estados de Minas Gerais e São Paulo, até o Rio Grande do Sul, produz frutos consumidos por pássaros.

Foto mostra área de reflorestamento com diversas árvores nativas
A variedade de árvores nativas é essencial para enriquecer áreas de reflorestamento

A pitombeira (Talisia esculenta) ocorre tanto na floresta pluvial amazônica, como na atlântica (Amazonas, Pará, do Maranhão até o Rio de Janeiro), em várzeas aluviais e fundo de vales. Produz frutos muito procurados por pássaros. É também amplamente cultivada nos pomares domésticos de todo o país.

O aguaí ou guatambu-de-sapo (Chrysophyllum gonocarpum) é uma árvore irregularmente distribuída nas florestas latifoliadas de fundo de vales e terrenos úmidos, dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. Sua produção de frutos é bastante apreciada por pássaros.

O abiu-piloso (Pouteria torta) é uma árvore das florestas semidecídua e pluvial de diferentes domínios, incluindo a Mata Atlântica; ocorre preferencialmente em beira de rios da região amazônica e central (Goiás), da Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Produz frutos comestíveis e muito saborosos, cultivados em pomares domésticos e consumidos, também, por certas espécies da fauna.

A árvore conhecida como marupá ou caixeta (Simarouba amara) é encontrada na região amazônica, sul da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro, na floresta pluvial amazônica e atlântica. Os frutos produzidos alimentam várias espécies de pássaros.

Guazuma ulmifolia (mutambo, fruta-de-macaco, embira) ocorre em quase todo o país, desde a Amazônia até o Paraná, principalmente na floresta semidecídua latifoliada. Seus frutos são muito apreciados por macacos e outros animais.

Sterculia chicha (chichá) se distribui do sul da Bahia a São Paulo, na floresta pluvial atlântica. Suas sementes são consumidas por várias espécies de animais. Uma espécie correlata (Sterculiastriata), conhecida como pau-rei ou chichá-do-cerrado é característica da floresta semidecídua e de sua transição para o cerrado. Ocorre na região amazônica até o Piauí, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. As sementes (castanhas) são consumidas pelo homem e pela fauna em geral.

O benjoeiro ou limoeiro-do-mato (Styrax camporum) está presente na floresta latifoliada semidecídua da Bacia do Paraná, nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. Ocorre preferencialmente em terrenos úmidos, férteis e profundos. Várias espécies de pássaros consomem seus frutos. A espécie S. pohlii, também chamada de benjoeiro ou estoraqueiro, é característica de matas ciliares e de galeria, ocorrendo em menor frequência na floresta semidecídua de altitude. Suas flores são aromáticas e melíferas e seus frutos, consumidos por pássaros. Ambas as espécies fornecem uma resina aromática, quando é feita uma incisão no tronco, usada na medicina doméstica e como incenso.

A grandiúva ou pau-pólvora (Trema micranta) é comum em várias formações florestais dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul até o Rio Grande do Sul. Produz flores melíferas e pequenos frutos, consumidos por pássaros.

Nas florestas semidecídua e pluvial do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, a árvore conhecida como tamanqueiro (Aegiphila sellowiana), de rápido crescimento, apresenta flores melíferas e uma quantidade grande de frutos, consumidos por várias espécies de pássaros.

Lixa ou lixeira é a designação popular da espécie arbórea Aloysia virgata, nativa da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná. Ocorre sempre em terrenos altos e bem drenados, nas florestas semidecíduas da bacia do Paraná e de altitude. Seu nome provavelmente provém do fato das folhas serem usadas outrora para lixar madeira. Produz flores melíferas.

Foto mostra frutos da árvore pau-de-viola
Pau-de-viola: seus frutos são muito apreciados por pássaros

O tucaneiro ou pau-de-viola (Citharexylum myrianthum) encontrada mais frequentemente na faixa litorânea, em terrenos úmidos e até brejosos, é característica das florestas de galeria e pluvial atlântica, dos estados da Bahia até o Rio Grande do Sul. Seus frutos fazem parte da dieta de muitos pássaros e suas flores são melíferas.

O tarumã (Vitex montevidensis) ocorre de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul ao Rio Grande do Sul, nas florestas de pinhais e semidecíduas; seus frutos são comestíveis e servem de alimento para macacos, pássaros e outras espécies da fauna; suas flores são melíferas. A espécie V. polygama, popularmente denominada tarumã-do-cerrado, apresenta uma distribuição mais ao norte, da Bahia até o Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, principalmente no cerrado e nas florestas semidecíduas. Seus frutos são consumidos por periquitos e papagaios e também, por outros animais, que disseminam a grande quantidade de sementes produzida.

A casca-d’anta (Drimys winteri) presente em todo o país, em várias formações florestais, principalmente em matas ciliares e de altitude, propicia frutos para os pássaros.


Teresa C. S. Sigaud Kutner

Bióloga pelo Instituto de Biociências da USP. Mestre e doutora em Oceanografia Biológica pelo Instituto Oceanográfico da USP. Pós-doutora pelo Instituto de Química da USP. Técnica em paisagismo com cursos de formação e de capacitação no Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), Instituto Brasileiro de Paisagismo, Escola Paulista de Paisagismo e Instituto Biológico.

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One thought to “Árvore nativa: conheça algumas espécies da Mata Atlântica”

  1. O texto é excelente: muito completo e profundo, e também gostoso de ler. Aprendemos muito, inclusive sobre a relação entre a fauna e flora brasileiras e, neste difícil momento que atravessamos,, sobre a crucial importância de sua preservação.
    Parabéns, Tê!

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